Quando vale a pena terceirizar serviços?

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A recente deliberação na Câmara a respeito do projeto de lei que pretende alterar as regras que disciplinam a terceirização reacendeu as chamas de um debate ainda mais antigo: em que casos minha empresa deve terceirizar? Mesmo que o projeto seja aprovado no Senado e as empresas brasileiras possam terceirizar qualquer tipo de atividade — independentemente de ser atividade-meio ou atividade-fim —, isso não significa que o empresário deva dar inicio a um amplo projeto de terceirização sem um estudo prévio, uma vez que nem tudo o que é licito, na verdade, convém, não é mesmo?

O importante é sempre se lembrar de que o objetivo da terceirização é impactar positivamente na produtividade da empresa ou reduzir seus custos de produção. E é por isso que, no artigo de hoje, resolvemos trazer alguns pontos imprescindíveis que devem ser considerados por todo negócio antes de se decidir ou não pela terceirização. Confira:

Redução de custos

A redução nos custos operacionais das empresas é um dos principais fatores que as levam a terceirizar seus serviços, afinal, é sempre positivo conseguir fazer mais com menos, levando um produto mais competitivo para o mercado ou aumentando a margem de lucros da empresa, certo? Entretanto, é preciso tomar muito cuidado se esse for o único motivo pelo qual a companhia decidiu a favor da terceirização, já que há sempre a possibilidade de o barato sair caro ao se observar uma perda na qualidade técnica do serviço, afugentando clientes.

Foco na atividade principal

Outro fator relevante que acaba levando muitas empresas a optarem pela terceirização é o desgaste administrativo de dispersar a atuação do empreendimento em várias frentes diferentes. Imagine, por exemplo, o caso de um restaurante. É extremamente importante que se tenha um ambiente limpo e seguro para que o cliente se sinta confortável em frequentar o estabelecimento, não é verdade? No entanto, de nada adianta contar com uma excelente equipe de faxineiros e vigilantes se os pratos não despertam o desejo da clientela! Nesse caso, a terceirização pode ser uma ferramenta extremamente eficaz para que tanto a contratada como a contratante ofereçam o que têm de melhor, proporcionando ganhos para ambas.

Pouco volume de trabalho

Algumas empresas precisam de determinados serviços apenas esporadicamente — pode-se pensar, aqui, em pofissionais como advogados, contadores, consultores e todos os demais que o pouco volume de serviço não justifique a contratação permanente do especialista. Imagine, por exemplo, que uma empresa com muitos anos de atuação no mercado receba sua primeira citação para comparecer em juízo. Nessa situação, a contratação de um advogado para exercer o contraditório e defender seus interesses ao longo do processo será essencial. Mas se a empresa decide assinar a carteira desse profissional para representá-la por conta de uma única causa, convenhamos que ele receberá um salário para trabalhar muito pouco!

Cabe alertar que, mesmo depois de decidir pela terceirização, o empreendedor deve se manter atento a fatores relacionados à qualificação técnica e à transparência da empresa contratada. Além disso, lembre-se de que sempre é preferível trabalhar com uma organização que tenha boas referências vindas de outros clientes! Por fim, é bom ficar atento à armadilha do vínculo empregatício, ou seja, sua empresa deve deixar claro, tanto para o trabalhador como para o Estado, que o terceirizado não é um funcionário. Uma boa dica para evitar o reconhecimento judicial da relação de emprego é verificar se as notas fiscais emitidas pela prestação dos serviços não são sequenciais.

No mais, basta pesar prós e contras, verificar a real necessidade do serviço e optar pelo que mais beneficiará os interesses da empresa. Pronto para fazer esse diagnóstico? Comente aqui e divida conosco suas impressões iniciais! Participe!

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